sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Fim da Parte I

As férias terminaram, para o ano haverá mais.
Nem todos os objectivos foram integralmente cumpridos, mas a nível de leitura foram concretizados a quase 90%.

O que é que falhou, fazer comida continua a ser um desafio, apesar de já ter algumas receitas no papel.

Às vezes penso que a Vida é como um Jogo de PC (e as férias são um nível de Bónus). Todos os anos aparecem (são desbloqueadas) personagens novas, mas também deixo ver (são bloqueadas) outras personagens…. E ás vezes são desbloqueados umas personagens que já tinha sido bloqueadas depois de terem sido desbloqueadas…

E segue-se em frente, para o próximo nível.

Curioso foi, a minha mãe que, ao despedir-se de mim, quando regressava a Lisboa finda as férias), me desejou um bom ano. Estamos em Agosto, mas tenho de concordar que, a seguir às férias, também considero que é um novo ano que se inicia. Provavelmente, estamos ainda ligados ao ano escolar.

E a chuva marcou este Verão. Se fosse o ano passado teria ficado muito chateado, mas neste, a chuva sempre servia de pretexto para ficar em casa a estudar ou a ler. Depois desta marca que, amavelmente, o Sol me deixou, após um dia prolongado de praia, agora Sol e Praia apenas qb.

E o Francis não se apurou para a final. Grandes expectativas dos Atletas portugueses em Pequim, mas até agora nada, mas eles e elas bem se esforçam e dão o seu melhor.

O meu regresso ao banco podia ser melhor. Ir trabalhar a uma Quarta e Quinta, para que, ainda na Quinta tivesse de regresso para a minha última festa de Verão, no Nostalgia foi boa ideia. Contudo, o meu regresso ficou marcado, já na Quinta, pela minha e impossibilidade de controlar os pensamentos negativos que inundaram o cérebro e deste modo, o meu mau feitio se ter revelado. Perdi a paciência e explodi. Não posso perder a paciência, ou melhor, não posso transmitir ao meu cérebro que se acabou a paciência, pois a paciência tem de ser como o Sol ou a Água, isto é, essenciais e inesgotáveis.

Admiro os/as colegas que têm paciência e paciência para me aturar… SMILE…!

Bem me parecia que devia ter escrito este texto a dois tempos. No sábado 16, véspera de terminarem oficialmente (sim porque aqueles dois dias no Banco fizeram-se bem) as minhas férias, conheci a prima direita da Sabine, minha colega da faculdade. Como este mundo é mesmo muito pequeno. A Ana, morena, mas também engraçadita como a Prima.

Mais uma noite, no Snoo, e até às 7:00h, escravo daquela pista de dança e daquele olhar bonito e atemorizador.

Já no Domingo, JW revela as fotos da Noruega e que país bonito aquele.

A saga das Ferias e do Verão tem de continuar.

Nota: Redacção iniciada em 16-08-2008. Ultima actualização: 18-08-2008

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Ferias

Finalmente chegaram.

Mais uma temporada de sol e praia, desta vez, bastante ansiadas, depois de precedidas de duas semanas loucas, no trabalho. Ainda assim, estou numa equipa fantástica, com recentes aquisições que me vieram “ajuventar” e prolongar a fase de adolescentes. Sem dúvida que são aqueles sorrisos que, ultimamente, mais contribuíam para a motivação de ir laborar.

Regressando ao doce, estas férias, apesar de parecenças com a dos anos anteriores, nomeadamente o local, irão ser diferentes.

Levantar ao meio dia, só mesmo ao fim-de-semana. Nos outros dias é mesmo para acordar cedo pois os novos tempos que avizinham carecem de algum estudo prévio. Para além do estudo é necessário aprender a sobreviver, ou seja, a cozinhar.

Engraçado, chegámos aos tempos de hoje, interiorizamos diversas disciplinas, conceitos e mostramos aptidões, mas fazer arroz, bacalhau com natas, carne estufada é algo completamente inconcebível para mim.

Entretanto fiz outro teste ao meu corpo, depilação a cera no peito, costas, braços e axilas. Digo já que custa, principalmente junto ao umbigo, mas a sensação de passar a mão pelo corpo e não sentir pelos é excelente. Entretanto “os pendentes” foram à Gilette.



Porque fiz eu isto? Nem sei. Talvez a ausência de experiências e o teste de limites do corpo. E teria eu feito se, sei lá, tivesse casado, ou com um filho?  A questão do costume.

Uma semana passou, bastante mais rápida do que nos anos anteriores. Parece que, se dormisse 12 horas, o tempo demorava menos a passar.

Nota: Escrito e reflectido em 2 de Agosto de 2008

domingo, 27 de julho de 2008

Boa Primo!!

cabava eu de me inscrever na Pós-Graduação, acabava o meu primo de concluir o 12.º ano, ao abrigo do programa novas oportunidades.

Não há coincidências, não há acasos.

PARABÉNS Primaço!!! GRANDE ÉS TU!! CONSEGUISTE!! JÁ TENS O 12.º!!! MUITO BEM!!

Obrigado primo por me teres envolvido, nos mais variados prismas, nesse teu projecto briosamente concluído. Ajudaste-me a aprender e eu gostei de ver a tua face “mais intelectual”

E obrigado “Zé”, ao criares este programa (ainda que, provavelmente, alguma directiva europeia tenha obrigado)

Agora é a minha vez. Vou ter de “agarrar o desafio”, apesar de me sentir injustiçado. Injustiçado, pois não compreendo o porquê de, caso eu queira ter um Mestrado, tenha de estudar mais 2 anos (para além dos 4 da Licenciatura), fazer uma Tese e ter de arcar (eu ou interposta pessoa, nem que seja sob a forma de um compromisso de permanência) com Encargo de 10 mil euros quando a nova vaga de recém-licenciados, pós Bolonha, estude 4 anos, pague as normais propinas, faz uma tese e tem um Mestrado.

Talvez um dia reclame, em sede própria.

Agora é a minha vez e tudo correrá bem. Aliás, somos primos!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

A 2 meses do novo desafio

Fui hoje me inscrever no Mestrado Executivo em Finanças, com Especialização Corporate Finance. Que nome tão grande, uma eternidade a escrevê-lo

Aceitei o novo desafio, mas tou preocupado. Tenho receio em falhar na auto-disciplina. As condições impostas por eles são bastante leoninas. Um tipo paga, não pode faltar e se falhar um exame... temos pena... não há excepções.

Também acho injusto o preço que é cobrado. Eu tenho uma licenciatura tirada em 4 anos. Se quiser o Mestrado tenho de voltar a estudar mais 2 anos e pagar cerca de 10m€. Os discentes que entram na faculdade, com Bolonha, têm acesso ao Mestrado em 4 anos.

Bem, chega de queixas. Que os meus mais queridos me protegam e que a minha sanidade mental não se degrade e para aqueles que me têm de aturar, por favor, tenham paciência

domingo, 13 de julho de 2008

Euro 2008, Suiça e Munique

Já lá vai, há um tempinho! Sim, eu sei que tenho estado em falta, muitas vezes dou por mim a questionar quando é que lá vou ao Blog, até porque material para reflectir não falta.

Bem, em frente. Mais uma vez, pela terceira consecutiva (já desde 2004) que estou presente nos grandes eventos do futebol. Claro que, caso não fosse aquela personagem de nome João Wemans, eu nem teria ido, nem conheceria aquilo que sei hoje da Europa.

Aproveito para fazer, desde já, um agradecimento especial, aos anfitriões Vasco (em Genebra) e Miguel (em Laussane, Saint-Sulpice) que nos acolheram nas respectivas casas, colocando-nos extremamente à vontade, como se em nossa casa estivéssemos.

Começando pela Suíça, sem dúvida que é um país ainda de mais brandes costumes que o nosso, ali existem mesmo regras e a calma e sossego são condições intrínsecas da Comunidade Helvética. Vim a saber que haviam alguns Suíços que não estavam de acordo que o Euro fosse ali disputado, pois isso iria alterar radicalmente as suas vidas!

Chegámos a Genebra no dia 6 de Junho (ainda que, de Avião, tivéssemos ido para Basel). Esta cidade é povoada em 50% por Portugueses, daí que se tenha de ter cuidado quando piropos ou impropérios são proferidos. Relembro que, numa primeira viagem de autocarro (ainda em Basel, do aeroporto para a cidade) a aproximação a nós de uma senhora de meia idade não levantava suspeitas, não fosse ela portuguesa. Tratou-nos logo de nos avisar para termos cuidado com a polícia, porque eles não perdoam (em Basel havia sido construído uma prisão pré-fabricada para colocar lá quem se portasse mal) e a seguir, muito amavelmente tratou-nos de ajudar e de nos dar indicações.

Genebra é fantástica, é possuidora de uma rede transportes exemplar (da qual eu abusei fortemente, e na maior parte das vezes gratuitamente, ainda que não consentido), calma, e conhecida pelo seu jacto de água. Permite ainda aos turistas, alugar bicicletas, sendo que as primeiras quatro horas são gratuitas e como existe inúmeros pontos destes espalhados pela cidade, pode-se alugar num sítio e deixar no outro. Isto é mesmo bom para Português.

Durante a minha estadia não vi nem pobres nem drogados, o que me leva a pensar se, o nosso país é bem gerido…

Contudo, é uma cidade cara e, para mal dos meus pecados, sem café de jeito. O café lá é mais caro que um croassaint e não vale nada. Se não fosse o Vasco e a Daniela e a máquina da Nespresso, não me safava. Outro problema é a habitação. Além de uma forte ausência de casas disponíveis para habitar, novas construções não existem e na hora de alugar, não há liberdade. Segundo o Vasco, não podiam alugar um T2 porque não tinham filhos e não podiam alugar um T0, porque seria barato para os rendimentos que auferiam. É uma “inliberdade” mas justa, é uma forma de melhorar a distribuição de rendimentos.



Depois de 5 dias em Genebra e de deixarmos um “sinal” ao Vasco, fomos visitar o Miguel, ex-estudadente da FCT que está agora a viver em Laussane, Saint-Sulpice. A casa dele é acolhedora e beneficia de uma vista magnânime sobre o Lago Leman e França. Contudo, é bastante calma. Às 23h não se vê ninguém na rua, nem há bares para o convívio. É Alpedriz, ainda que tenha um posto da polícia e farmácia.



De Laussane partimos para Munique, pois o João tinha uma feira de fotovoltaico para vistar. Outra cidade extremamente bem organizada, com uma rede de metro bem desenhada, algo complexa no início para quem não está habituado a ver tantos riscos!

Culturalmente, ao nível das babes, é bem diferente!...

Se fosse para ganhar a vida, ali trabalhava até às 17h, depois ia beber uma bjeca (daquelas de 0,5 L) e às 18:30h estava em casa para ajudar a minha mulher e brincar com o meu filho. Muitos “futuros” inundaram a minha cabeça, sendo que este era o predominante…



Quanto ao desempenho da selecção portuguesa, durante a minha estadia:

- Foi uma felicidade ver os dois primeiros golos no jogo contra a Turquia, ainda por mais que estava mesmo pertinho da baliza. Sei ainda que apareci 2x na televisão. Uma delas foi aos 84 minutos, enquanto o Nani estava a ser assistido, o cameraman decidiu filmar os Sex Symbol portugueses. Contudo, nunca vi essa imagem, portanto, se houver alguém que tenha gravado este jogo, por favor entre em contacto comigo.

- Em êxtase, no segundo jogo, pois estava com uma grande tosga e imensamente feliz, às 18 h, enquanto via o Deco a marcar o primeiro golo aos 8 minutos, contra a República Checa

- Indiferente e com falta de ambição, no jogo contra a Suiça, dado que já tínhamos passado a primeira fase e fosse qual fosse o resultado, seríamos o primeiro do Grupo. Mas, nesse jogo, tivemos azar e fomos roubados!






Agora com as férias a ver se vou escrevendo e reflectindo mais.

PS - As fotos são as que foram tiradas do meu telemóvel, temos cerca de 700 tiradas por várias máquinas digitais

terça-feira, 20 de maio de 2008

Museu do Oriente



No passado dia 11 aproveitei a borla da entrada Gratuita no Museu do Oriente.
Aproveitando a relativa proximidade à minha casa, dirigi-me a pé para o Museu.
Quando cheguei, grande foi a minha admiração pela fila de espera para a entrada. 25 minutos depois e após ponderar várias vezes a desistência lá permanecei e entrei.
Adorei a exposição. Está bastante bem conseguido, desde o aproveitamento do espaço até às próprias exposições.

O Museu está divido em 5 pisos, e com exposições permanentes e exposições temporárias.
Actualmente, a exposição temporária é sobre as Máscaras da Asia, cuja pequeníssima amostra podem encontrar neste blog. As máscaras estão associadas aos mais variadissímos temos, como teatro, religião, estórias, etc.
Exposições permanentes existem 2: A presença portuguesa no Oriente e Deuses da Ásia.
Mesmo tendo estado três horas no museu, acabei por não ver a exposição dos Deuses da Ásia.
Relativamente à exposição da presença portuguesa no Oriente, tive ainda a sorte de beneficiar de uma visita guiada o que permitiu adquirir mais alguns conhecimentos e curiosidades como o facto de
Portugal ter tido, durante muito tempo o unico elefante na Europa (trazido das Índias).
Fomos mestres no negócio, construíamos fortalezas onde nem lembrava ao menino Jesus, pois durante as nossas investidas pelo Oriente nunca foi nosso intuito ostracizar povos locais, mas sim controlar rotas comerciais.
Às vezes pensamos que a China e o Oriente está tão longe, mas, sem dúvida que, os nossos antepassados deixaram-nos um legado que encurta as distâncias.
Recomendo a ida ao museu. Acho que a Entrada custa 4 €.